Arquivo do mês: fevereiro 2011

Relembrando Cañon Atuel

Eis a serpente sendo enxotada do nosso acampamento. Ela não gostou muito, preferia ter ficado ali com a gente, tivemos que explicar que não dava, que já estávamos de saída.

E fomos embora remar por toda a barragem. O dia estava lindo porém não existe sombra.

Protetor solar, chapéu e colete salva vidas. E não foi nada difícil remar por tudo lá.

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Relembrando a Payunia

Como já havia comentado, a Payunia é uma região semi-desértica que concentra cerca de 800 vulcões adormecidos ou extintos que estavam em plena função há 600 anos atrás. O tour até lá leva o dia todo pois fica há uns 300km ao sul de Malargüe quase na fronteira com o departamento de Neuquém. Ao centro o Vulcão Morado que não é o maior mas é o ponto culminante do tour. Notem que uma das paredes desmoronou e a lava correu formando um rastro bem longo. O lugar é realmente espetacular porém inóspito. Sem chance de acampar e ficar por lá curtindo pois é uma área protegida e totalmente selvagem.

É fácil ver guanacos por lá. Diz que se tocar num deles o resto do bando o exclui por causa do cheiro. Vá sentir cheiro assim na casa do cachorro.

Mas quem conseguirá tocar em algum? Ao fundo o vulcão Payun Liso.

Este era o guia. Sábio índio véio de Malargüe, passou 6 horas falando sobre tudo que rolou ali nos últimos milhões de anos e matou a galera no cansaço. Brincadeiras a parte ele só usava um puloverzinho fininho enquanto fazia tremenda friaca no lugar, isso quando não estava de camisa aberta pela metade. Nós brasileiros éramos os mais entrouxados. O vento frio estava muito forte mesmo. Nesse momento deitamos para sentir a temperatura quentinha do chão do pampa negro.

Aí a Juli dura de frio no topo do Vulcão Morado e ao fundo pode se ver por onde escorreu a lava quando a parede do se rompeu. Repare na imagem do satélite também. Muito loco.


Relembrando Malargüe

Com o cronograma adiantado e alterado pelos rumos do vento decidimos ir até Malargüe pois umas 3 pessoas devem ter perguntado se a gente não ia lá e que era um lugar lindo. Bem, a cidade é bem nova, 50 anos e sem prédios de andares, muito limpa e sossegada. Poluição lá só dos carros barulhentos. Adoram uma surdina aberta. O principal negócio lá acho que é mesmo o turismo natural e científico já que na região foi montado um laboratório internacional para estudar os raios cósmicos. Abaixo o planetário que faz parte do turismo científico local. Tudo muito novo. Novidade na cidade.

Assistimos a sessão do planetário e também uma palestra sobre os raios cósmicos. Coisa que intriga bastante.

Terminando uma blogadinha na hora do almoço pois o rango chegou. Milanesa a napolitana. A moça disse que o bife não era grande e fomos na conversa dela, novamente nos arrependemos de ter pedido dois pratos. Foi o rango mais cavalar de todos e depois disso pedimos sempre um só prato para dividir, o que era perfeito. De qualquer forma esse parece ser um dos pratos mais típicos da Argentina e era bem gostoso e nutritivo.

E ficamos no camping municipal a 30 pesos a barraca e não por pessoa. Custou 90 pesos as 3 noites, uns quase 30 reais. Muito barato e o lugar era bem bacana como podem ver. 🙂 Água quente pro chimarrão a qualquer hora e horas determinadas para o banho quente.

Muita gente opta pelos campings na Argentina. Com a economia detonada deles e o poder aquisitivo baixo, essa é a melhor opção. Gente de idade, jovens e família se misturam e parece mesmo muito comum ficar em camping porque em todo lugar tem um ou mais. Pra gente é perfeito e melhor que um hotel.


Mapa Atualizado

Para quem esta meio perdido aí vai o mapa atualizado da rota. Foram 6300km de carro fora a excursão a Payunia e os quilômetros caminhados 😉 No primeiro dia Saímos de Porto Alegre e rodamos 1.140km até depois de Santa Fé onde dormimos do lado do posto onde tinha o Bar El Cruce. Na volta dormimos lá mais uma noite. Só sei que da pra chegar em Mendoza em dois dias de viagem. Não é ótimo?


Relembrando tudo

Bom galera, como podem ver, estamos relembrando nossa viagem e postando mais fotos. Somente ontem pude começar a ver as fotos da Ju que ficaram incríveis. Como são muitas fotos e ainda não deu tempo de ver todas e escolher, estou postando algumas das minhas e relembrando os lugares que passamos. Depois vou relembrar novamente todos os lugares com as fotos da Ju. O legal de tudo isso é que tudo se completou com duas câmeras. Visões diferentes dos mesmo locais. É incrível perceber as coisas de um ponto de vista diferente, no caso as fotos dela. Devo dizer que ela tem a manha nas fotos de natureza e gostei da maioria delas. Foi legal também me ver em muitas delas porque geralmente era sempre eu que andava com a câmera e nunca me via naturalmente na cena. Portanto fiquem ligados que muita foto legal está pra chegar.


Relembrando o Vale Hermoso

No caminho do Vale Hermoso o qual não chegamos mesmo a conhecer porque a estrada se tornou muito ruim, existem outros atrativos. Um deles é a Laguna Encantada.

Outro é a estação de esqui Las Leñas que no verão também hospeda gente e parece um pouco abandonada. Porém o cenário em volta é lindo o ano todo, cercada de montanhas e picos nevados. No inverno deve ser incrível e também meio caro demais pro nosso bolso.


Relembrando Uspallata

Uspallata é uma cidadezinha que fica na Ruta 7 e meio que inicia a subida da cordilheira saindo de Mendoza em direção ao Chile. Fica a 2000 de altitude e o clima é ótimo. O cheiro da umidade nesses lugares é algo que  a gente adorava sentir e sentia todo dia, é muito diferente do agradável aroma da chuva daqui, como lá tem muita pedra e a vegetação é diferente o cheiro era outro e muito bom. Me fez lembrar também de outras aventuras nos Andes. Ficamos no camping que tinha esse visual aí.

Ali pertinho tem o Cerro das 7 Colores que na real tem bem mais q 7 cores. O acesso ao lugar era meio esquisito, parecia um sonho porque não tinha alma viva na estrada de chão e era até meio sinistro. Subir aí também era meio perigoso, qualquer deslize a gente saía rolando morro abaixo ralando nas pedras afiadas.