Arquivo do mês: março 2011

+ Aconcágua

Todo mortal que pensa em conquistar a montanha mais alta das Américas obrigatoriamente passa pelo Vale de Horcones (2950m) que começa bem aí. São 3 horas de caminhada até Confluência (3400m), o primeiro dos acampamentos. São míseros 450 metros de desnivel porém é quando o organismo se depara com a altitude que surte efeito nessa faixa e alguns pequenos sintomas são perceptíveis. Do nosso ponto de vista essa caminhada de 3 horas nem seria tão ruim se a gente não estivesse com as mochilas carregando os mantimentos para os 3 dias que teríamos pela frente. Essa situação deve complicar ainda mais para quem vai até Plaza de Mulas. Mais dias = mais comida para carregar.

Para a situação de ter que levar muita coisa para passar 7 ou 20 dias no caso de quem quer conquistar a montanha existem as mulas para fazer o serviço pesado. Obviamente o pessoal que cuida delas morde mesmo na hora de acertar o pagamento. Ficamos sem saber o quanto, ouvimos dizer que custava 100 dólares. É realmente uma grana mas quem quer subir a montanha vai ter que pagar o frete.

Tudo muito pesado e cansativo. A todo momento no Vale de Horcones esses passarinhos nos seguem esperando alguma migalha. Já esta na genética deles a sabedoria de que onde há montanhistas, há fome, e há migalhas de bolacha, pão e tudo mais que temos que comer para aguentar esse peso todo. E eles estão lá. Leves como o vento, sem mochilas e sem proteção alguma, através dos tempos, se contentando apenas com as migalhas. E sem se perguntar porque.

Nem tão leve é o helicóptero do parque com suas limitações. Não pode levantar vôo se o tempo estiver ruim ou muito ventoso. Mas lá está ele. Notem o tamanho dele perto de uma fração do tamanho dessa montanha ao lado. Agora vamos combinar. Não seria nada mal dar uma voltinha nesse cenário. Porém ser piloto de helicóptero é  uma profissão perigosa. Ainda mais num terreno assim tão hostil.

Por todo lado essa terra esconde o frio e o gelo. A primeira vista é um monte de terra e pedras. Olhando melhor percebe-se que essas pedras prateadas são puro gelo em constante movimento que vem desde o pé do Aconcágua e termina lá pertinho do acampamento Confluência.

 

 

 


Mendoza – Ruta 7

Ruta Nacional 7: Carretera Libertador General San Martín. A rodovia atravessa o país de leste a oeste, desde a capital da república até o limite com o Chile, o que implica que seja uma rodovia de alto trânsito de automóveis e caminhões. A rodovia é a principal conexão internacional entre a Argentina e o Chile. É a mesma que passa pela Puente Del Inca e leva ao Parque Provincial do Monte Aconcágua.

Obviamente o trânsito era intenso mas no geral foi sossegado ou será que era eu dirigindo devagar tentando contemplar o visual? De qualquer forma, que se dane quem vem atrás apressado. Atenção é tudo numa estrada como essa pois o visual realmente tenta nos distrair a olhar o impressionante cenário montanhoso.

Do meu ponto de vista a estrada faz com que as pessoas andem devagar contemplando e curtindo uma das mais belas estradas que existem. Afinal pra que a pressa se o próprio lugar é o destino de muitos que curtem uma estrada. Grupos de motociclistas e gente que assim como nós que viajam devagar, sem pressa de chegar.

Asfalto lisinho, dia ensolarado e de vez em quando uma ultrapassagenzinha básica porque ficar atrás de caminhão é mesmo um saco. Na real retardava ainda mais a velocidade para não me aproximar muito e ter que ficar fazendo ultrapassagens. Também deixava os apressadinhos passarem facilmente.

Mais um curto túnel no setor dos túneis.

Se prestar atenção, verás que sempre ao lado de uma ponte deve haver locais para estacionar e acessar o rio lá embaixo. Nesse daí aproveitei para tomar um banho completo afinal não sabíamos se no final do dia a gente encontraria algum camping com chuveiro. A Ju ficou sem o banho alegando que estava frio e a água gelada. Mas o banho estava ótimo. Geladinho, refrescante e natural. No final do dia a Ju encontrou seu chuveiro quentinho em Uspallata mas demorou umas duas horas lá esperando ligarem a luz e o pessoal da fila tomar banho.

Não temos as melhores cenas dessa magnífica estrada afinal quando a gente vê o enquadramento perfeito, já passou. Também fica difícil parar a cada 100 metros para tirar uma foto. As maior parte das fotos da estrada foram tiradas com o carro em movimento o que complica ainda mais a fotógrafa e navagedora do meu lado.  Mas o melhor mesmo é ir até lá pra ver com os próprios olhos esse cenário em movimento.

 


+ Puente Del Inca

Talvez esta seja a face do Inca, pelo menos é o que parece. Mas este na verdade é o resultado das águas sulfurosas agindo sobre qualquer objeto que seja deixado onde caem as águas termais do local. É o mesmo processo que “cimentou” a antiga ponte de gelo que através dos tempos e se transformou na atual Puente Del Inca. O que? Não entenderam? Bem, é meio complicado mas é isso mesmo. Quantas coisas e processos dessa terra a gente não entende anyway?

Notem a quantidade de objetos que foram expostos ao processo. No local há uma feira bem grande de artesatato Inca inclusive.

A ponte é natural mesmo e segundo os estudiosos, ela foi uma ponte de gelo formada nos muito mais gelados invernos do passado e que as águas termais cimentaram esse gelo juntamente com material geológico trazido junto com ele formando o monumento que até hoje sofre os dois processos, o de formação e o de erosão.

No local também há casas, camping, restaurante, barzinho, galpões e sei lá mais o que. Tudo muito rústico e meio abandonado. É um local “aburrido” como disse o menino do restaurante caseiro. E no inverno para sair de casa, eles tem que cavocar um túnel na neve.

Jantamos aí nessa sala onde mora uma família com umas quantas crianças. Eles oferecem comida pro pessoal que passa a noite por ali no camping ou na hospedagem. Eram 3 pratos a escolher, escolhemos a hora também. As 9:30 fomos lá comer um frango assado com papas fritas enquanto as crianças curiosas iam timidamente se aproximando para se exibir um pouco com seus livros de colégio. Tudo muito simplezinho e aconchegante.

Pena que hoje a ponte encontra-se fechada e não é mais possível atravessar pro outro lado para sentir as águas termais, olhar as ruínas do hotel, das termas (acima) e da igrejinha. Pela manhã deixamos esse curioso local para entrar no Parque Provincial do Monte Aconcágua a poucos quilômetros dali.


Mendoza

Olá pessoal, estamos de volta após uma pequena pausa nos posts. Não importa, pouca gente costuma olhar o blog mesmo e além de tudo andamos ocupados olhando as fotos e vídeos da tragédia no Japão que sempre nos faz pensar o quanto essa vida e a natureza pode ser cruel nos mais diversos lugares e momentos e também nos mostra que é de extrema importância aproveitá-la antes que venha o apocalipse. Sério! Ele veio pra muita gente no Japão. Olhando pelo Google Maps sempre tive vontade de ir pra lá. Podem ver, são tantas praias num litoral tão recortado, montanhas, ilhas…uma natureza divina mas que de uma hora pra outra kaputz! Ferrou tudo. Tenho medo de tsunamis, aliás é um sonho recorrente meu. Será que um dia…deixa pra lá.

Voltando ao nosso assunto Argentina, em Mendoza por exemplo, notamos avisos nos corredores de alguns prédios sobre como proceder em caso de terremoto. Pelo visto, o lugar já deve ter sofrido abalos sísmicos devido a proximidade da cordilheira e das falhas das placas tectônicas. Bom, esse blog não é para comentar tragédias e sim comentar e mostrar coisas boas, no caso as nossas férias onde as cenas pairam nas nossas cabeças até hoje de tão legal que foi.

Não havíamos postado nenhuma foto de Mendoza ainda, eu nem tirei fotos lá na verdade, a gente saía com a câmera da Ju que é compacta para registrar alguns poucos momentos porque o nosso foco não é fotografar cidades, elas são sempre meio parecidas e só estávamos lá para resolver os assuntos do trekking do Aconcágua e comprar algumas coisinhas para nossas atividades ao ar livre. O momento acima foi logo na chegada quando entramos num restaurante para comer uma pizza e tomar uma gelada bem delícia, além de uma blogadinha.

Mas olhando bem, depois que nos hospedamos e deixamos o carro de lado, a cidade é bem bacaninha. O sol bomba quase todo dia e a região é bem seca, quase um deserto, um oásis no deserto porque aqui as árvores dão uma bela sombra por todas as ruas e é o que da todo um charme na cidade.

Ruas muito sossegadas na hora do calor, das 12 às 17:30 pouca gente trabalha. É a hora clássica da sesta como em quase toda cidade de colonização espanhola.

Dessa vez não dormimos na barraca. Depois de bater perna encontramos o Hotel Cassino. Era bem localizado, na frente de uma praça. Não era o mais barato porém muitas vezes é melhor pagar um pouco mais e ficar num ambiente melhor do que economizar uma merreca e ficar num lugar atrolhado e meia boca como muitos que a gente viu. O carro eu deixei guardado num estacionamento pago ali do lado quase, e foi muito barato, devo ter pago uns 15 reais para deixar lá por 3 dias, aqui no Brasil pagaria os 15 por turno eu aposto. A diária do hotel era meio como aqui. Algo em torno de 60, 70 reais mas o café da manhã dos argentinos não é o bicho como aqui. Só café com umas media lunas e uns biscoitos sem manteiga.

Ah! sim, as ruas são bem limpas. Essa varredora da prefeitura usou essa folha de coqueiro para varrer. Achei engraçado, não sabia se aquilo era pra ser mesmo a vassoura deles ou ela tinha encontrado e aproveitado para varrer com ela.

Também curti os carrinhos velhos argentinos e as motinhos. Só la mesmo. Cada belezinha. Essa lambreta aí então eu seria capaz de trocar pela minha moto taco a taco mesmo que não passe dos 60.

Sei que caminhamos muito pelas ruas lá. Correria atrás das coisas porque o horário comercial lá é meio esquisito mesmo. O carro guardado. Odeio ficar no trânsito de cidades que não conheço, e até das que bem conheço. hehe.

Pausa para um lanchinho entre uma caminhada e outra.

E na finaleira do dia cansados na bela praça em frente ao hotel. Chafarizes lá tem por quase todas as praças e são ligados e iluminados a noite. É muito tranquilo e seguro passear pelas praças inclusive a noite. Uma beleza.


Cuesta de Huaco

Na Ruta 40 entre Nonogasta e San Juan, encontramos a Cuesta de Huaco que se bem me lembro foi o primeiro contato com uma grande serra montanhosa pela qual subimos maravilhados. Já estava na tardinha e nem fazíamos idéia de onde a gente ia dormir. Tinha uma ponte lá embaixo no rio e um possível lugar para acampar mas que ficou para trás. Resolvemos subir e quase lá no topo paramos no mirante onde a vista era incrível.

Tonalidades de vermelho, vinho, rosa e branco se destacam em meio aos cerros pontilhados de verde formando ondulações simétricas que correm de um lado a outro do vale como podem ver na imagem do satélite la em cima. Na foto não dá para perceber tão bem porque a essa hora a luz do dia já estava fraca.

Com aquele visual todo e pouco movimento no local, decidimos dormir aí mesmo contando com a sorte. Na Argentina a gente se sente tranquilo em dormir num lugar assim e realmente a noite foi muito tranquila. Na madrugada apareceu uma pick up que parou no local mas não demorou muito e seguiu adiante, coisa que eu nem me lembro bem, foi a Ju que me disse.

Tomamos um bom chimarrão numa pedra mais acima ainda e foi um final de dia extraordinário.

Na primeira foto que postamos do local, la no início do blog, parece que montamos a barraca na beira da estrada mesmo, quando na verdade só parece, estávamos no estacionamento do mirante. Muita gente acha que a gente é meio louco e dorme assim mesmo. Quando a gente fala que dormiu na beira da estrada é porque estamos apenas perto da estrada e nunca na beira, o que seria realmente coisa de louco. Um caminho que a gente possa entrar com o carro e ficar escondido dos que passam é o ideal mas nesse caso, quem olhasse pro estacionamento avistaria o carro e a barraca.


+ Talampaya

Área parcial e principal do Parque Nacional de Talampaya, patrimônio da humanidade!

Não duvide porque não existe dúvidas! O lugar é espetacular.

A rota normal estava interditada pelo barro. Notem na imagem do satélite acima que a fenda principal do canyon é formada por um curso d´água. É na verdade um rio de leito seco que só tem água quando chove. Como o lugar é um deserto e não chove muito, quando chove, a terra dura não absorve toda a água que desce pelas paredes e vem pelo rio que em pouco tempo fica seco restando o barro que impossibilita as vans de operarem o turismo que tem roteiros já bem definidos por dentro do canyon.

Incríveis labirintos de rochas moldadas pela ação do vento e das águas. Cada passo uma foto. Não consegui desligar a câmera por um só segundo.

Tivemos que fazer um trekking por caminhos alternativos dois dias depois da chuva que caiu por aqui.

Acho até que foi melhor porque gostamos de caminhar ao invés de andar dentro de uma van fazendo paradas e quase nada de caminhadas. Olha aí a Ju torcendo o pescoço para contemplar a altura das pedras que chegam a ter 150 metros em alguns pontos.

Tão altas que não tem nem como fotografar a dimensão disso tudo a não ser com lentes de grande ângulo. Na foto acima uma área de “derrumbes” e um caminho entre as pedras nos mostrava recantos incríveis.

Por todo o caminho de boca aberta olhando deslumbrados as curiosas formações.

Podíamos até ter passado mais uma noite aí na área de camping mas a viagem estava apenas começando e muitos lugares a nossa espera. Muita gente se decepcionou e foi embora quando veio até aqui e descobriu o Parque interditado. O problema é que as pessoas em geral não gostam de caminhar e não querem fazer o trekking, preferem entrar naquele ônibus ali, entrar no canyon e apenas sair por uns momentos sem caminhar muito, na mordomia, e devolta ao ar condicionado.


+ Ischigualasto

Visão parcial de Ischigualasto (Vale de La Luna) La Rioja.

Eu estaquiado contemplando por um breve momento.

Fotografando o chamado Submarino que para mim mais parece com um navio.

Segue uma breve explicação do porque de tantas cores no local.

 


Relembrando a volta pra casa

Nem sentimos a volta pra casa de tanto que já havíamos rodado, foi super tranquilo. Saímos na sexta pela manhã do Condorito, Córdoba ao meio dia e no final do dia viajando bem na manha por uns 300km chegamos no Bar El Cruce que na verdade é um posto de gasolina e onde havíamos passado a primeira noite da viagem acampados debaixo das árvores. O único problema é o barulho constante da estrada ali ao lado. Atrás do carro um restaurante que só abria mais tarde na noite e pro lado direito um estacionamento de carretas, o Bar El Cruce e um posto de gasolina velho. Tudo bem “argentino”. Mas o lugar não tem nada demais e nem sequer para muita gente. Porém a comida é boa e bem servida e tinha a deliciosa cerveja Santa Fé de litrão. Como a gente também sabia que era tranquilo dormir ali, fizemos um repeteco.

Segue a viagem tranqüila no dia seguinte e não demorou muito para chegar a fronteira. Olha a minha cara de tranquilão pensando que aproveitei bastante as férias.  Eu gosto mesmo de ficar dirigindo e curtindo a cena da estrada. Sério, eu poderia inclusive ser um caminhoneiro, não seria nada mau.

Sábado, back in Brazil! Uruguaiana! Notem que a primeira cena que os Argentinos tem do Brasil é essa. Quem foi o estúpido que deixou construir aquele prédio do lado da igreja?

Na noite de sábado resolvemos dar uma passadinha na casa do Tio Itagiba em São Gabriel já que fazia mais de uma década que não via o pessoal. Ainda tínhamos o domingo todo para viajar e curtir uma estrada. Eu não queria dirigir mais 300km a noite e perder a chance de visitar o pessoal. A Ingrid, filha do meu primo que não aparece na foto eu nem conhecia. Bem, nunca é tarde para conhecer novos parentes ou mesmo visitá-los depois de uma década.

A 30 km de São Gabriel, voltando, uma cena que me fez lembrar os bons tempos de infância que meus avós moravam aí na fazenda que a gente chamava de Lá Fora. A direita o galpão e a esquerda atrás das árvores a casa. Muito brinquei por aí, andei a cavalo e passamos anos e anos indo em verões e invernos. Talvez esse tenha sido o lugar que despertou em mim esse gosto pela natureza e vida rural. Um contraste muito grande com minha realidade urbana.

Bem, nesse domingo, último dia da viagem estava lindo como podem ver e tudo deu certo. A viagem toda foi inesquecível e aproveitamos demais. Agora ficamos aqui lembrando todo dia e vamos seguir postando mais fotos para quem está acompanhando. Todo dia fica passando as fotos no meu desktop e com calma percebo a quantidade de fotos incríveis que nos fazem lembrar detalhes que jamais lembraríamos. Para os que nunca foram e acompanham o blog, um incentivo para viajar a estes lugares que com certeza vão ser mais incríveis ainda vistos ao vivo.

 


Cenas de Córdoba

Tanto na ida quanto na volta passamos por Córdoba só que na volta acabamos errando um pouco o caminho e ao invés de passar pela estrada por fora da cidade tivemos que cruzá-la ao meio dia quando os argentinos saem do trabalho para almoçar e depois descansar até as 17:30. Constatamos que lá a frota é 50% antiga e é comum observar veículos como esse.

Carajo! Que cidade feia e suja. Mas qual cidade grande não é assim aqui na América do Sul? Fumaceira, tranqueira, aquele inferno habitual que me fez pensar que daqui a pouco estaríamos de volta em Porto Alegre se aborrecendo no trânsito.

Haja paciência em qualquer congestionamento. Realmente uma coisa irritante que vai deixando certas pessoas meio malucas e só piora dia a dia, ano a ano. Pelo menos a gente se diverte olhando as figuras. Esse aí seria um taxista clubber? Pelo menos a bola de espelho de boate ele já tem dentro do carro.

Foi um saco ter que atravessar Córdoba, deveríamos ter seguido até a Carlos Paz e seguir pelo mesmo caminho bacana que passamos na ida.


Relembrando Condorito

Parque Nacional del Condorito é um lugar muito massa. Pena que o tempo não ajudou e as férias estavam na finaleira. O lugar merece uns 3 dias para ser visitado. Água corrente purinha, poços para tomar banho, cenários que aposto serem espetaculares e é tudo de graça. Total contraste com os lugares que conhecemos antes, áridos e sem água corrente cristalina, todos com taxas para acampar e caminhar. A gente conheceu praticamente nada do Condorito. Fomos da área de camping até o número 5 apenas, não caminhamos nem a metade do percurso e fiquei até triste e depois daquela noite de muita chuva e trovoadas que apavorou a Ju. Melancolia de final de viagem.

No início da caminhada para o camping já podemos notar a tensão no rosto da Ju que após muitos dias de sol e céus estrelados não gostou muito das pesadas e ameaçadoras núvens cinzentas além do friozinho dos 1700m de altitude.  Tá certo que eu também não gosto muito de chuvas para acampar mas um lugar com um verde assim e água por todo lado não pode ser diferente. É como aqui no Rio Grande do Sul que sempre chove. Até estávamos preparados para a chuva mas não tanto psicológicamente. De qualquer forma o fator principal para abandonar o lugar não foi exatamente o mau tempo e sim o fato de estarmos a 2000km de casa numa sexta feira tendo que voltar ao trabalho na segunda.

Tchau natureza bela e selvagem…montanhas…passarinhos…porquinhos da índia e o condorito invisível. Voltaremos.