Arquivo do mês: março 2012

Traços de cenizas

A partir do Lago Falkner começamos a perceber a presença das cenizas do vulcão Puyehue que desde o inverno encontra-se em atividade e já causou muitos transtornos pela região. 

Image

Aquela nevoazinha lá no topo das montanhas é cinza vulcânica.

 

Image

Aqui nota-se claramente as cinzas em suspensão além do chão que estamos pisando.

 

Image

No lago hoje em dia não se nota muito mas o horizonte logo desaparece.

 

Image

Tempos um tanto monótonos num cenário meio pálido para o Hector e seu dono. 

 

Image

Hoje em dia ja está tudo voltando ao normal. A grama renasceu das cinzas e só o que resta são uns montinhos de cinza retirados volta e meia dos telhados.

 

Image

Cenário meio pálido, porém continua belíssimo. 

 

Image

Villa Angostura, um dos lugares mais afetados e de onde 7.000 pessoas simplesmente deixaram suas casas e negócios e foram embora para sempre depois da erupção. 


Lago Falkner

Seguindo a Ruta de Los 7 Lagos chegamos ao Lago Falkner onde não faltavam lugares lindos para acampar. E foi um entardecer daqueles com o sol brilhando até o último momento.

Image

Havia o camping agreste que era pago e tinha toda a infra.

 

Image

E uma vista que é melhor nem pensar.

 

Image

Pássaros por todo lado. E o sossego habitual.

 

Image

Uma vista “monótona” da nossa janela.

 

Image

A noite um jantar a luz de velas numa noite perfeita e sem vento.

 

Image

Uma manhã mística com neblina se transformou em mais um dia lindo na estrada.


Lago Hermoso

Saindo de San Martin de Los Andes seguimos pela famosa Ruta dos 7 Lagos e logo encontramos o Lago Hermoso num belo dia de sol e calor.

Image

Uma praia muito sossegada com pouca gente. Clima bem familiar.

 

Image

Muito silêncio e nada de farofada.

 

Image

Encontramos um cantinho mais afastado só pra gente. Nem precisave ir muito longe.

 

Image

Uma água tão cristalina que parecia água mineral. 

 

Image

Um lago realmente hermoso rodeado de montanhas. 

 

Image

E não podia faltar um bom chimarrão. 

 

Image

E um banho clássico! Infelizmente o primeiro e o último nos lagos já que o restante dos dias não fez clima para banho e a água é sempre gelada. 


San Martin de Los Andes

Aqui é o ponto de partida para a região dos lagos na Argentina. San Martin de Los Andes é uma cidadezinha charmosa a beira do Lago Lacar. 

 

Image

Tudo bem limpinho e organizado. Duas ruas principais com duas pistas, uma de ida até a praia e outra de volta até a estrada.

 

Image

A praia é pequena, cercada de montanhas. E tem gente que não da bola pro vento frio e encanado das montanhas que soprava por ali no momento e na maior parte dos momentos eu acredito. 

 

Image

No mirante principal da cidade uma vista melhor do Lago Lacar.

 

Image

E uma vista muito interessante onde se pode ver bem o estilo local de viver.

 

Image

Olhando mais de perto realmente da vontade de viver por ali. É outra vida como eu costumava dizer por lá. 

 


Caminhos de Neuquén

A caminho de San Martin de Los Andes, a cada curva um novo espetáculo e percebe-se nítidamente que isso é só o começo da Patagônia. 

 

Image

Foi aí que encontramos os primeiros Guanacos. Uma família inteira.

 

Image

Ao lado o Rio Collon Cura. E onde está aquele point pra gente tomar um banho?

 

Image

Encontramos o lugar e o nosso primeiro banho de rio. No local muitos pescadores atrás das truchas.

 

Image

Segue a viagem pela estrada mais maravilhosa até o momento. 

 

Image

Até chegar em Junin de Los Andes onde entramos no Ruca Hueney para um almoço em alto estilo argentino. 

 


El Chocón – Parte II

Image

Na chegada eu nem gostei muito. Muitos turistas, e onde estão aquela pedras gigantescas das fotos? O lugar é tipo um oásis no meio do deserto. Campos de golf, esportes náuticos e quiosques com churrasqueiras. Do lado de cá, uma villa com lindas casas e um museu de dinossauros que estava fechado na ocasião.

 

Image

Mas o nosso esquema era outro, queria ver as pedras da foto e o lugar logo descobrimos lá do outro lado a uns 13 km dali. Lá o pessoal também se divertia curtindo uma praia diferente. 

 

Image

E a gente batendo foto direto. Contra luz principalmente, já que os Gigantes estavam bem na frente do sol dificultando um pouco nossa exposição.

 

Image

Encontramos esse tiozinho na manguaça e ele ficou feliz por termos batido um papo com ele. E já que estavam acampando por ali, se confirmou que o local estava liberado pra nós também.

 

Image

Nada mau. Pertinho do carro, nossa primeira noite roots como falei antes foi muito ventosa mas deu tudo certo. O vento não conseguiu jogar a barraca no precipício. 

 

 

 

 


El Chocón

Terceiro dia de viagem e chegamos no nosso primeiro destino programado, o El Chocón. Lihué Calel foi apenas uma surpresa agradável já que o desconhecíamos da face da terra.

O El Chocón é na verdade uma grande represa construída na década de 60 e que formou um lago como vemos hoje. Acabei de selecionar algumas fotos que ilustram um geralzão da nossa passagem por lá. Temos tantas fotos desse lugar e arredores que é capaz dos cientistas encontrarem mais fósseis de dinossauros olhando para cada uma delas.

 

Coisa boa, metendo la pata chegamos enfim ao deserto para começar a encontrar os picos mais irados do local.

 

 

Pensei e falei: – Chegamos no pico! Vamos passar a noite por aqui mesmo.

 

Um pico realmente alucinante. Conseguem ver os carinhas que chegaram a nado até lá?

 

Nos chegamos de carro e de carro rodamos uns 15km por uma estradinha de terra detonada até os tais Los Gigantes, esse aí em cima e onde a gente tentaria acampar em algum lugar por lá.

 

O carro estava ali pertinho no local onde o pessoal estaciona e a gente decidiu ficar ali mesmo, afinal todos foram embora. Estávamos sozinhos para uma noite misteriosa a beira dos penhascos sinistros. Foi nossa primeira noite roots de verdade. Fazia frio a noite e ventava muito. Montamos o pastel que aguenta melhor o vento e é mais prático. O vento jogou um pouco de terra pra dentro da barraca mas não amanhecemos cobertos de terra como eu imaginava. Em muitos momentos de vigília a lona tremia e a barraca envergava com as rajadas de vento que vinha varrendo a terra e assoviando pelas pedras afiadas dos penhascos.